quinta-feira, 13 de março de 2008

Dia internacional não sei do quê

Longe vai o tempo em que gostava de contar os segundos.
Acordo a pensar no que me apetece fazer. Levanto-me a custo da cama e bebo um café. Ligo o rádio e abro a janela. Nunca sei se quero abrir primeiro a janela ou ligar o rádio.
Começa a conversa. Escolho a música As time goes by.

Espreito o email. Fico sempre com uma ansiedade desconfortável. E se me entra o mundo pela caixa de email? E se perdi oportunidades incríveis porque não vi ontem o email. Raios parta este nervosismo!

O barril de petróleo hoje bateu todos os recordes. Parecem olimpíadas. O barril está caro. Ainda bem que não estou a pensar em comprar nenhuma pipa de petróleo.

Olho para o meu poster do Woody Allen. O título diz Woody days. É assim que me sinto. Tenho tido muitos Woody days. Será que tenho Woody days por causa do poster ou será que estou só a precisar de sair?

Reparo num quadro que precisa de um toque. Riscos brancos. Não, riscas. Riscos associo-os aos desenhos, riscas às riscas dos padrões listados.

Tomo banho a ouvir música. Punk parvo da adolescência. Já não sou adolescente há uns anos, mas as bandas ficam.

Sms. Pequenos nadas apaixonados pelas mensagens do telefone.

Envio emails para conhecido italiano que mora em Paris. Tenho saudades de Paris. É tão boémia a minha Paris.

Gelatina de morango com colher pequena, que pérola esta.

Vejo um Pollock pingado no chão. Esse gajo havia de ser um bom conversador. Será que havia de gostar de alguma coisa do que se faz agora?

A capa do jornal das artes tem uma ilustração. Curioso. É fresco. A biografia costuma ser uma coisa de que gosto. Mas o convidado de hoje tem três fotos. Uma em criança outra em viagem e uma de rosto alçado como um herói consagrado. Parece uma lambidela no ego mais que festinhas no lombo! Rio baixinho.

Amarelo é fácil. Gostoso. Como uma planta que nasce sem se querer. Fácil de pôr em tudo. Em todo o lado. Preciso de mais amarelo.

Passeio-me por aqui.

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